quinta-feira, 1 de março de 2007

rios


as conversas cruzam-se serpenteiam fundem-se
numa algaraviada estéril
o sentido embebeda-se de ridículo
em palavras sem nexo
a vertigem da jornada
faz esmorecer a demanda
pelo rio sábio o das águas cristal
o das águas horizonte
no vazio das palavras
perco o norte prometido
a vitalidade do ciclo
a vontade que um dia palpitou
anseio o fundo mergulho nas águas
e na corrente encontrar o horizonte

Sem comentários: