
na memória que é agora vasta
saboreio o sal que é sol e calor
trinta e oito vagas naveguei
vi ser navio a barcaça
vi negro o mar e pérfido o céu
tempestades mensageiras de dor
vi lá longe onde o sol dorme
uma estrela que não cai
diariamente se levanta
sorri baila sedutora diz
amanhã voltarei amanhã estarei aqui
e não tiro os olhos do azul
sei que vai brilhar sei que vai dançar
quando as vagas correrem
o casco do navio
haverá sempre céu
haverá sempre a estrela
que não cai
que não despe o brilho
e os meus olhos no azul
















