sábado, 21 de fevereiro de 2009

noite púrpura


a noite púrpura abençoa 
rasga-se o pano e a luz ofusca
os braços enlaçam-se sequiosos
um frémito guia os dedos nos corpos
a noite púrpura beija os amantes
enebriados no quente odor do desejo
a língua sorve cada gota de emoção
cada lágrima de prazer
cada arrepio da pele
 e os corpos buscam-se às cegas
num tocar insano que ecoa na noite
numa amálgama de sentidos
sentires agora um corpo apenas
conjugação singular que a paixão fundiu

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