sábado, 14 de fevereiro de 2009

Sente


sente

o impulso da mão que se estende
o louco sangue que corre em ardor
paredes meias com a pele em torpor

sente

os dedos que mapeiam teu corpo
e registam cada poro cada sinal
abre-se o teu íntimo ao beijo digital

sente

lábios rubros palpitam
suores atrevidos esquentam
os corpos que agora rebentam

sente

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