
do primaveril horizonte
vem o inefável apelo
as grades partem-se
neste abril que canto
de abril a palavra sem medo
cor de cravo tingida
dos dedos desabrocha
o protesto canção notícia
e a voz
hino surdo ontem
hoje de um povo o clamor
morena a vila grândola
desperta o grito a melodia
solta asas a gaivota
voa agora
de vento as asas
do povo mar o coração
e a voz
de incontido júbilo rouca
embriagada repete a palavra
surdina de peitos coragem
o cárcere enfim rebenta
das gargantas ecoa
LIBERDADE
nos muros pinta-se
LIBERDADE
tatua-se no peito memória
para que o tempo não apague
para que não esqueça
para que seja mimada
amada
para não ser nunca a página
do livro da história arrancada
4 comentários:
Ao ler perspectivas,intitulada LIBERDADE,lembrei-me das nossas lutas pelo ensino/educação e esperamos que não sejam nunca páginas do livro da história arrancadas.
Grande beijo! Continua!
Liberdade... conquistada mas cada vez mais escassa...!
Gostei muito do perspectivas e deste texto em particular...!!!
Parabéns, continua!
Beijoca
Girassol
Não estava mesmo nada à espera!
Intenso, meu caro colega!
Excelente!
IMC
Não estava mesmo nada à espera!
Surpreendente!
Intenso!
Excelente, meu caro colega!
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