segunda-feira, 5 de março de 2007

o túnel


o início
os passos vacilam no obscuro trilho
ao fundo a luz eu sei
volto o olhar
íntimo reflexo
estendo a mão
semicerro os olhos
e a intensa luz
cega
e eu sei
persisto
tenaz cambaleio
no carril salvador
os olhos na luz
e vejo
para trás apenas
farrapos memória
e o sol carinho
beija-me a pele
sussurra-me delícias
amanhã
eu sei

2 comentários:

Anónimo disse...

Amanhã,
eu sei!
E sempre,

É são ter-te como ponte...
Da periferia vã, liliputiana
para o centro vivificante das coisas!

PES disse...

PARABÉNS Zé Eduardo! Adorei!Sem dúvida que tens uma fascinante veia poética.
Cada novo amigo que ganhamos no decorrer da vida aperfeiçoa-nos e enriquece-nos, continua a premiar-nos.
Beijo